22 dezembro 2012

Tenho ou não tenho a gata mais linda (e fotogénica!) do mundo?


Coisas que não fazem sentido nenhum



















Imagino-me muitas vezes mãe de meninas adolescentes. É-me fácil pensar nas conversas, nas gargalhadas, nas mãos dadas pela rua fora... Também nos imagino a fazer bolachas na cozinha, a ver filmes sentadas no chão da sala, a desenhar e pintar nesse mesmo chão. Imagino-me perfeitamente com rugas nos olhos e na boca (sei que vão ser os primeiros atingidos, por me rir sempre tanto) e manchinhas nas mãos, iguais às da minha mãe e às da minha avó. Não sei porque me é tão fácil imaginar-me quarentona com filhas adolescentes, mas acho que vou ser muito feliz.

21 dezembro 2012

Amigo secreto

Ontem fizemos o amigo secreto no trabalho, mas, em vez de darmos presentes, tínhamos cada um de escrever uma quadra (ou mais) sobre o nosso amigo secreto que permitisse aos outros adivinhar de quem se tratava. E foi tão divertido. Era tudo a atropelar-se para tentar adivinhar, para dizer primeiro, grandes gargalhadas, grandes abraços, grandes declarações de carinho e amizade.

Aqui fica a que foi escrita para mim, que me assenta que nem uma luva, ou não tivesse sido escrita por alguém de quem gosto muito e que me conhece muito bem :)

Canta, ri e saltita
Tantas vezes sem parar
Às vezes alguém grita
Para a mandar calar

Mas vai ter de continuar
Com esta alegria de viver
É tudo o que podemos esperar
Uma colega assim ter

:)

19 dezembro 2012

Hoje, sem querer, camisola às riscas pretas e brancas.
«Vai fazer mel a preto e branco!»

:)















Dia 19 é sempre um dia estranho para mim. Por um lado, é a véspera dos meus anos, e eu não conheço ninguém (adulto, isto é) que goste tanto de fazer anos como eu, que até consigo entusiasmar os outros com a aproximação do dito! Por outro lado, era o teu dia de anos. Gostava de fazer as festas em conjunto, gostava que nos cantassem os parabéns ao mesmo tempo, e nunca mais me esqueço do dia em que te pedi por favor por favor para me cantares os parabéns porque não percebia porque é que toda a gente te proibia de cantar. Numa família tão afinada não podias ser assim tão mau! Mas eras. Conseguiste desafinar os parabéns do princípio ao fim, mas cantaste-os por mim. E também me deixavas mexer nas tuas orelhas, quando não o permitias a mais ninguém porque te fazia impressão. E contavas-me as histórias do Chico e de tantas outras coisas. A minha memória mais querida e constante era ao domingo, depois da Fórmula 1, quando te deitavas no chão do nosso quarto para dormir uma sesta e eu me sentava ao teu lado e acordava-te de cada vez que ressonavas... Coitadinho, avô! Mas tu aguentavas estoicamente, e nunca me mandaste embora. Tenho saudades tuas. E ficas a saber (se é que não o sabes já) que o meu minuto preferido do ano inteiro é quando chega a meia-noite do dia 19 para 20, o nosso minuto, só dos dois, e penso sempre em ti. Gosto muito de ti, avô. Parabéns. 

18 dezembro 2012

Natal























Dei-me conta de que ainda não escrevi sobre o Natal este ano, o que é extremamente preocupante, especialmente considerando que o meu espírito natalício se instalou, como sempre, antes do de toda a gente que eu conheço. Fiz a árvore dia 16 de novembro, ao som de um CD de Natal, suscitando incredulidade a minha volta, como sempre, ainda nem estamos em dezembro, ainda nem há luzes, ainda nem parece Natal, ainda nem está frio, ainda nem blábláblá. O que ainda não perceberam é que esses ainda nem não existem no meu Natal, porque o meu Natal começa quando eu o sinto e eu começo a senti-lo muito cedo, porque senão só teria um mês de felicidade natalícia, e um mês é muito pouco! Há poucas coisas que goste mais de fazer como gosto de pôr as mãos nos bolsos do casaco, enterrar-me no meu cachecol e descobrir as luzes de Natal pelas ruas de Lisboa. A única coisa que dispensava no Natal são as constantes correrias e o mar de gente por todo o lado na loucura das compras quando a mim só me apetece passear e sorver o espírito natalício. É que eu até gosto das músicas de Natal nos centros comerciais.

Abelha Maia



















Hoje decidi vestir uma camisola já antiga às riscas amarelas e pretas. Número de pessoas que me chamou Abelha Maia até agora: seis.
Mas a melhor até hoje foi a de um colega meu, a querer mandar-me embora: «Vai fazer mel!»
Esta camisola nunca falha.

PS: estava eu a pesquisar uma imagem da Abelha Maia para pôr aqui, quando passa outra colega minha, que me diz: «O que é que tu estás a fazer a pesquisar imagens da abelha Maia vestida de abelha Maia?»
Busted.

17 dezembro 2012


















os pequenos-almoços de domingo, herança da tia que perpetuamos e que me faz sempre pensar que, de facto, tenho uma família extraordinária. e o facto de ter sido a mãe a lembrar-nos e a ir num instante ao supermercado antes de começar o seu dia só para nós podermos ter o nosso pequeno-almoço de sonho torna as coisas ainda melhores. e o pequeno-almoço ainda mais saboroso.

22 novembro 2012

Ler


 
 
 
 



No fim de semana passado, tive uma discussão com um grande amigo sobre as vantagens de ler livros num Kindle (ou algo do género) ou ler em papel. Uma discussão que foi, no fundo, eu irredutível na minha posição, e ele na dele. Aquilo que tentei explicar-lhe é que, para mim, o ato de ler não tem só a ver com ler. Tem a ver com o cheiro, com o som das páginas a virar, com o peso nas mãos, com a marca que escolho com cuidado. Ler, para mim, é um conjunto de sensações e de emoções que seriam quase completamente erradicadas se eu decidisse começar a ler num dispositivo eletrónico. É que nem consigo conceber tal coisa. Acredito que dê muito jeito, que seja muito prático, mas eu gosto de andar com o meu livro atrás. Gosto que, a maior parte das vezes, ele não me caiba na carteira. Gosto de escrever coisas a lápis quando necessário, gosto que as páginas fiquem encarquilhadas pelo uso. Gosto de levar o meu livro para a praia e, quando o acabo, sentir que ele já não fecha como deve ser por causa do sal, e ouvir, quando chego a casa, os grãos de areia que nele se instalaram a roçar nas páginas. O livro, para mim, é como um organismo vivo, que vive nas minhas mãos e através dos meus olhos, que vive através do uso que eu lhe dou. Este meu amigo quase me implorou para me emprestar o tal dispositivo eletrónico durante uma semana, para eu experimentar. Insistiu mil vezes, e eu mil vezes lhe disse que não, que não queria, que não concebia virar as páginas com um dedinho, que nada disso me fazia qualquer sentido. E não é por achar que vou gostar, é porque sei que não vou.

19 novembro 2012

Cloud Atlas















Nem sei bem o que escrever sobre este filme. As expectativas eram muito altas, e confesso que durante todo o filme fui pensando isto vai mudar, vai dar mais. Mas não deu. A mensagem é linda, mas pouco explorada. Senti o filme demasiado superficial. E no entanto a minha mente ainda não conseguiu sossegar. (daí estas belas horas)
Nunca me considerei esotérica, mas vou chegando à conclusão de que se calhar o sou, nem que seja um bocadinho. Acredito que cada pessoa entra na nossa vida por uma razão, que cada uma tem o seu papel, não importa quão efémero, cada uma tem o seu impacto e deixa as suas marcas, algumas até cicatrizes. E essas marcas, essas cicatrizes, esses golpes nos nossos corações, nas nossas almas (sim, acho que acredito em almas), são aquilo que nos vai transformando numa versão cada vez mais perfeita de nós. Acredito que nascemos e vivemos com um propósito, que somos capazes de mudar muito mais do que acreditamos à nossa volta. Acredito que há pessoas que se cruzam connosco que estão destinadas para nós, que parecem mais um membro do nosso próprio corpo, mais um batimento do nosso próprio coração. Acredito que estamos todos ligados. Acredito em energias, em sensações, acho que até acredito em magia. Talvez aquilo a que eu chamo magia seja, para alguns, fé. Gostava de que o fosse. Já senti magia. Já vivi magia. Há momentos que só consigo explicar com magia. Uma porta de um comboio que fica aberta em andamento, permitindo que dois corações continuem a bater à mesma velocidade, uma frase nossa acabada por outra pessoa, saber que alguém vai telefonar-nos, mesmo que não falemos com esse alguém há meses. Há coisas inexplicáveis. Há sentimentos inexplicáveis. Há momentos inexplicáveis. E, no entanto, tudo faz sentido. Porque, a seu tempo, as peças de um puzzle acabam sempre por se juntar.

Acredito que, num oceano imenso, basta uma gota para começar a mudar o mundo.

Our lives are not our own. We are bound to others, past and present. And by each crime, and every kindness, we birth our future.

25 outubro 2012

Parece metáfora, mas não é.

E não é que vi um arco-íris a caminho de casa?
Além disso, tinha à minha espera o lugar à frente da minha porta.

Pois é, o Universo lá se encarrega de equilibrar as coisas. :)

Sempre que chove muito (dentro e fora), lembro-me deste poema.

Il pleure dans mon coeur
Comme il pleut sur la ville ;
Quelle est cette langueur
Qui pénètre mon coeur ?

Ô bruit doux de la pluie
Par terre et sur les toits !
Pour un coeur qui s'ennuie,
Ô le chant de la pluie !

Il pleure sans raison
Dans ce coeur qui s'écoeure.
Quoi ! nulle trahison ?...
Ce deuil est sans raison.

C'est bien la pire peine
De ne savoir pourquoi
Sans amour et sans haine
Mon coeur a tant de peine !


Paul Verlaine

17 outubro 2012

Nas paredes de Lisboa

Adoro ir descobrindo o que existe nas paredes de Lisboa.


Ozalide ou Ouriça, a gata-maravilha

Hoje, estava eu no corredor ao lado da minha sala a falar ao telefone quando comecei a ouvir um miar aflito vindo lá de fora. Abri a porta de emergência, que se fechou atrás de mim, e comecei a descer as escadas, momento em que vi um gatinho minúsculo ao pé de um contentor do lixo. Aproximei-me, devagarinho, mas ele assustou-se e foi para dentro do motor de um carro. Fiquei ali um bocadinho a tentar persuadi-lo a sair, mas sem sucesso, e decidi chamar ajuda. Uns minutos depois, chegaram duas colegas minhas, munidas de queijo, para me ajudar. E, talvez vinte minutos depois, lá conseguimos que ele saísse de debaixo do carro, atraído pelo queijo, e consegui apanhá-lo! Depois foi uma grande festa lá em cima, tudo a fazer festinhas ao bicho, a pegar-lhe, a brincar com ele... Foi tão engraçado. Depois, andámos por ali com ele - que entretanto descobrimos (achamos nós) ser uma ela, demos-lhe vários nomes - dois dos quais estão no título - e encontrámos dona para a menina! Uma história feliz e que pôs toda a gente por ali com um sorriso nos lábios :) E acho que não fui a única a ficar perdidamente apaixonada pela gatinha... :)





A ver a ver a ver!



E eu que só percebi que era o Anthony Hopkins a meio do trailer? E por causa da voz?
Imperdível, mal posso esperar que estreie!

Dias montanha-russa



















Por norma, não gosto muito de dias montanha-russa. Em que as minhas emoções, por várias razões (uma das quais é absolutamente incontrolável - ah pois), sobem e descem e sobrem e descem e eu quase fico com náuseas. Mas hoje, dia montanha-russa, em que cheguei a casa do meu pai, para jantar, e me deitei na sala com tremeliques de espécie de gripe (derivada da vacina administrada de manhã), a cabeça pesadíssima e uma enorme vontade de dormir, acabou por ser um ótimo dia. Justamente porque me deixei ficar no sofá e passadas duas horas parecia outra, e fartámo-nos de conversar e rir sobre tudo e mais alguma coisa (pai, eu e mana) e já tinha saudades disso. Saí de lá tarde, apenas porque teve de ser, porque senão lá teria ficado, a discutir mais umas quantas coisas e a rir de tantas outras. E estes jantares, e estes momentos, sabem-me tão bem, que para trás ficou o dia montanha-russa, e mais, amanhã tenho a certeza de que se apanhar outro, seguirei a montanha-russa calmamente para onde me levar.

E agora vou mas é dormir, não tanto por ter sono, mas porque não há nada melhor do que edredon + o livro que estou a ler e que mal consigo pousar (já só quando começo a semicerrar os olhos e não consigo lembrar-me da última palavra que li...).

Boa noite / Bom dia / Boa tarde, caras pessoas!