18 outubro 2011

Sangue do meu sangue

 



Confesso que demorei quase 24 horas a digerir este filme. Saí da sala de cinema com a cabeça pesada e o coração apertado, sem perceber muito bem se tinha gostado ou não. 
Mas o facto é que gostei. O argumento é cru, as interpretações (a maioria, pelo menos) magistrais e a fotografia belíssima. 
João Canijo e os seus fantásticos atores pintam-nos com pinceladas duras e implacáveis uma família que vive à beira do precipício, cuja maior força é o amor que une cada membro aos demais. A força do amor e o perigo do mesmo. Os riscos, as mágoas, os erros. Uma família a apodrecer progressivamente, a morrer de uma morte lenta e dolorosa, tentando desesperadamente manter-se à tona, sobreviver com o mínimo de danos possível.

As cicatrizes que deixa o amor incondicional.

2 comentários:

Olguita disse...

Já reparaste que passámos a primeira parte a rir e a segunda chocadas com o que víamos?

joana disse...

pois foi! no próximo filme só rimos! eheh