13 setembro 2012

Comfort food

Hoje, por razões que desconheço, estava urgentemente a precisar de comfort food (não traduzo porque não conheço tradução, e comida para reconfortar demora muito a dizer), e sobretudo de pôr a casa a cheirar a bolachas. Porque não há nada mais comforting do que isso. E claro que aproveitei e fiz o jantar, usando tudo o que me apareceu à frente (não há nada de que eu goste mais na cozinha do que cortar vegetais). Estou bastante mais cansada do que quando cheguei a casa, mas também bastante mais feliz. Deixo-vos as preparações e os resultados :)

Comfort food: Food that is simply prepared and associated with a sense of home or contentment.







Raising an Olympian

Ando viciada nestes vídeos. Vejo um a seguir ao outro, choramingo (pois claro), rio, sorrio, fico toda toda arrepiada. Estes são apenas alguns dos exemplos, mas aviso já que não vão conseguir parar por aqui.


 

  
 

 

10 setembro 2012

Para quem ainda tiver dúvidas...

 


Surpresas :)

E quando se tem uma noite péssima, com direito a um pesadelo do mais horrível que há, gatos saltitantes, xixi na cama (não meu, dos gatos) e alergia, se acorda com a cabeça a pesar duas toneladas, se faz tudo à velocidade de um caracol e se chega ao trabalho com vontade de fugir... e está um presente maravilhoso, com um bilhete ainda melhor, na nossa secretária.

E, de repente, a semana que ia começar torta endireitou-se, como por magia.

09 setembro 2012

Bal Moderne

Ontem, no Martim Moniz, foi dia de ir ao Lisboa na rua! O objetivo: vários coreógrafos ensinarem a quem quisesse aprender três coreografias diferentes, passo a passo. A praça estava animadíssima, dancei imenso e fartei-me de rir, e espero por tudo que este tipo de iniciativa continue, porque dá vida à cidade, mas sobretudo a quem nela habita. A repetir, assim que possível!
Fica o vídeo de um bocadinho de uma das coreografias (em que aparecemos de raspão, Rita!)


08 setembro 2012

Os otimistas

Muita gente tem a mania de opor otimismo a realismo. Quando alguém (neste caso, eu) afirma ser otimista, muitas vezes ouve do outro lado «mas eu sou realista!», num tom mais ou menos depreciativo ou condescendente. Mas a realidade é que otimismo não é antónimo de realismo, meus senhores. É-o de pessimismo. E um otimista não é necessariamente alguém que tem palas nos olhos e não consegue ver as coisas tal como são. A meu ver, tanto o pessimista como o otimista podem ser realistas, quando a situação assim o pede. Mas mais facilmente um otimista é realista, do que um pessimista, pois para este, muitas vezes, a realidade é ainda mais negra do que se apresenta.
Eu adoro ser otimista, por inúmeras razões. Não vejo um vestido giro na montra e penso «de certeza que não há no meu tamanho», não entro numa pastelaria com desejos de um queque de chocolate e penso «só deve haver de noz», não vou comprar um livro e penso «já deve ter esgotado». Também não antecipo desgraças, e, quando me vejo no meio de uma situação mais delicada, mais assustadora, tento sempre (mesmo que às vezes não consiga, porque, sim!, até aos otimistas isso acontece) ver o lado positivo das coisas. Muda a realidade? Não. Mas faz com que não sofra por antecipação por coisas inevitáveis, e não gaste energia a pensar em todas as variáveis possíveis de uma determinada situação.
Aquilo que muita gente não percebe é que o otimismo não é pensar sempre que vai correr tudo bem. É não pensar sempre que vai correr tudo mal. Porque não há nada como ver o copo meio cheio.

07 setembro 2012

O perfume

Sempre que certo e determinado perfume chega ao meu nariz (vezes de mais, infelizmente), esta cena vem-me inevitavelmente à cabeça e fico cheia de vontade de rir.

 

«A luta pela utopia é essencial»


Palavras de Otelo Saraiva de Carvalho na apresentação do livro Outro caminho, do meu primo Carlos António. E deu que pensar. Sinto que eu (e comigo a minha geração, creio) muito poucas vezes penso nos sacrifícios que foram feitos e na luta que foi travada para eu poder ter a vida que tenho, a liberdade que tenho, o país que tenho. E de facto um homem que foi cabeça do 25 de Abril não pode sentir que tudo valeu a pena quando olha, hoje, para o país pelo qual lutou com unhas e dentes, e o vê definhar. Não sei qual é a solução, não sei o que posso fazer eu para melhorar as coisas, e honestamente nem sequer percebo metade do que se passa, mas que pensarei mais e melhor no assunto depois de ter ouvido as palavras de Saraiva de Carvalho ontem à tarde, pensarei.

Numa nota mais humorística, o meu primo finalizou o seu discurso emotivo com «Queria dizer-vos, a todos os que estão presentes... [pausa dramática, pensei que vinha daí a lagriminha que ameaçava despontar desde que ele se tinha levantado para se dirigir ao público] ... que estão dispensados de ir ao meu funeral!»

E o público rebentou à gargalhada, claro.

06 setembro 2012

O Sol

 
Fiquei chocada com a quantidade de gente, durante este verão, que via chegar à praia quando nós saíamos para almoçar. Às 12h30, às 13h, às 13h30. Ainda por cima, a maior parte com crianças. Nos dias que correm, com tanta informação sobre este assunto, tantos alertas, não compreendo como é possível isto continuar a acontecer. Só me apetecia abanar as pessoas com miúdos pequenos e gritar-lhes bem alto para dentro dos tímpanos. Acho que devia ser o suficiente para declarar um pai ou mãe negligente. Eu conto pelos dedos de uma mão o número de dias que passei inteiros na praia. E mesmo os que passava era pondo creme quase de hora a hora (e quando eu era adolescente as coisas não eram tão graves). Lembro-me que detestava a pausa para almoço. Arrumar as coisas todas, deixar os amigos na praia a divertir-se sem nós, subir as escadas intermináveis até casa e ter de esperar até às 16h, às vezes 16h30!, para voltar para baixo. Hoje em dia agradeço com todas as forças aos meus pais por sempre terem sido conscientes (em relação a este e outros assuntos que também me põem fora de mim) e sobretudo por me terem habituado a esse ritmo de praia, que é o que faço hoje, que não tenho ninguém a dizer-me para me secar, vestir, e seguir para casa. Prefiro mil vezes ter um bronzezito, uma corzinha, estar dourada e não preta, porque sei que foi por ter cuidado, por ir todos os dias almoçar a casa e voltar para a praia nunca antes das 17h30. E tive umas belíssimas semanas de praia, sol e mergulhos, sem ter arriscado a minha pele e a minha vida.
Dramático? Pois é.
Porque o sol É perigoso, por muito que a maior parte das pessoas lide com ele como um amigo divertido, bom para passar dias a fio na sua companhia. É bom, é ótimo, mas em demasia pode ter as consequências de que aqui se fala.
E para quê arriscar?

05 setembro 2012

Bom dia!

Decidi criar uma playlist no meu youtube intitulada «bom dia!», na qual vou pôr as músicas com as quais acordo na cabeça (o que acontece quase todos os dias). Não começou mal, com «coconut skins», do Damien Rice, mas infelizmente nem sempre acordo com boa música na cabeça... Isto promete.


Da felicidade














Quando várias pessoas, que nos veem mais, que nos veem menos, que nos conhecem muito bem ou menos bem, mas sempre pessoas que gostam de nós, olham para nós e dizem que emanamos luz, que se topa à légua que estamos felizes, que estamos tão bonitas... sabe mesmo bem :)

(e pode parecer que esta imagem não tem nada a ver, mas tem)

01 setembro 2012

Quantas páginas faltam?















Hoje a minha mãe relembrou-me de que quando eu era pequenina media o tempo em páginas. «Quantas páginas faltam para chegarmos?» era, por exemplo, das frases mais ouvidas pelos meus pais quando íamos a algum lado. E isto fez-me pensar que era tão óbvio desde o princípio que o meu trabalho teria de passar por livros que não sei como levei tanto tempo a perceber... :)

Nada melhor para começar o fim de semana e setembro do que...






Connecting connecting

E cá estou eu de volta ao mundo, depois de umas férias maravilhosas! Houve praia, campo, montanha, família, amigos de cá, amigos de lá e sobretudo muitas gargalhadas, muito descanso e muito tempo para pensar em muita coisa e para não pensar em nada. Sestas a meio do dia, mergulhos quase todos os dias, muito sol (apesar de a minha pele ainda não ter aprendido a refletir condignamente esse facto – mas vou continuar a ensiná-la com esmero). Gatinhos novos em casa, tapete de rato novo no trabalho (uma boa surpresa para aquele primeiro dia em que quase me arrastei para o trabalho, as oito e meia da manhã já não concordavam comigo), timeline no Facebook (sabia que esse dia iria chegar, e até acho que fui das últimas a ser atacada) e o primeiro volume «one photo a day keeps the doctor away» acabado (um dia destes explico o que é a algum curioso que por aí se passeie – apesar de não ter a certeza se se passeia por aí alguém que não as duas ou três pessoas que me comentam – e às quais muito agradeço, porque assim não sinto estar a falar para o vazio – e que sabem do que estou a falar).
No geral, e como podem comprovar pelo discurso à velocidade da luz repleto de parênteses, travessões e vírgulas, estas semanas foram maravilhosas e voltei à vida real feliz e contente e com várias ideias para pôr em prática nos tempos livres.
E aqui ficam algumas imagens das férias (que serão para aí 1% do número de fotografias que tirei, como sempre).