08 setembro 2012

Os otimistas

Muita gente tem a mania de opor otimismo a realismo. Quando alguém (neste caso, eu) afirma ser otimista, muitas vezes ouve do outro lado «mas eu sou realista!», num tom mais ou menos depreciativo ou condescendente. Mas a realidade é que otimismo não é antónimo de realismo, meus senhores. É-o de pessimismo. E um otimista não é necessariamente alguém que tem palas nos olhos e não consegue ver as coisas tal como são. A meu ver, tanto o pessimista como o otimista podem ser realistas, quando a situação assim o pede. Mas mais facilmente um otimista é realista, do que um pessimista, pois para este, muitas vezes, a realidade é ainda mais negra do que se apresenta.
Eu adoro ser otimista, por inúmeras razões. Não vejo um vestido giro na montra e penso «de certeza que não há no meu tamanho», não entro numa pastelaria com desejos de um queque de chocolate e penso «só deve haver de noz», não vou comprar um livro e penso «já deve ter esgotado». Também não antecipo desgraças, e, quando me vejo no meio de uma situação mais delicada, mais assustadora, tento sempre (mesmo que às vezes não consiga, porque, sim!, até aos otimistas isso acontece) ver o lado positivo das coisas. Muda a realidade? Não. Mas faz com que não sofra por antecipação por coisas inevitáveis, e não gaste energia a pensar em todas as variáveis possíveis de uma determinada situação.
Aquilo que muita gente não percebe é que o otimismo não é pensar sempre que vai correr tudo bem. É não pensar sempre que vai correr tudo mal. Porque não há nada como ver o copo meio cheio.

2 comentários:

Sofia disse...

Ora aí está! realismo não tem nada a ver com optimismo! Ver (quase) sempre o lado bom das coisas, mesmo nas piores situações, não quer dizer que não se encare a realidade, simplesmente que se consegue ver a vida de uma forma mais positiva! e como eu gosto de ser assim :D

joana disse...

ahhhh me too :)